A Justiça Federal soltou ontem, dia 10, o piloto Armando Palla Junior, de 57 anos, flagrado pela Polícia Federal, no último dia 2, no Aeroporto Internacional de Boa Vista, com um avião carregado com 54 barras de ouro.
No habeas corpus, os advogados Alex Sarkis e Thaisa Mariane Silva ressaltaram que o piloto afirmou, em seu relato, “desconhecer completamente a existência do ouro transportado, que não estava visível e teria sido escondido nas roupas, na mochila e em embalagens”.
O pateta, que não sabia de nada, foi solto, mas deve obedecer às seguintes medidas cautelares:
Obrigação de informar e manter atualizados endereço, telefone e e-mail para fins de localização e futuras intimações.
Proibição de mudar de endereço sem prévia autorização judicial.
Comparecimento periódico em juízo, em prazo e condições a serem definidos pelo juízo de origem, visando atender à conveniência e à necessidade da persecução criminal.
Uso de tornozeleira eletrônica.
O flagrante
O piloto foi flagrado na companhia de outros dois homens — um sargento aposentado do Exército brasileiro e um empresário — e de um adolescente de 17 anos. Os adultos foram identificados como João Heriberto Ferreira dos Santos, de 55 anos, e Rychael Castro Gonçalves, 33.
A PF acredita que os envolvidos atuavam em um esquema de transporte irregular do metal precioso. Caso não tivesse sido interceptada, a aeronave pousaria em uma pista legalizada que fica na Fazenda Timbó, em Boa Vista.
As 54 barras de ouro, que totalizaram 51,49 kg, além de uma arma de fogo e munições, foram encontradas durante uma fiscalização. A ação integrada contou com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a PF, a aeronave era proveniente do Pará e foi apreendida. Além disso, a Anac suspendeu a licença do piloto. Os presos podem responder por crimes como usurpação de bem da União, extração ilegal de recursos minerais, associação criminosa e corrupção de menores.