O MP de Roraima pediu à Justiça, nesta quarta-feira, dia 11, a prisão preventiva de Regys Freitas, ex-reitor da Universidade do Estado de Roraima (UERR). O pedido tem como base o depoimento do atual reitor da Universidade Estadual, Cláudio Travassos, que abriu a boca e disse sem frescura que o fuleiro do Regys está tentando mascarar o superfaturamento de antigos contratos fraudulentos firmados pela UERR.
O MP também ofereceu denúncia contra o ex-reitor e dois parças: o belezura do Bruno Pinheiro e a gostosona da Shyrley Cirqueira, pelo desvio de R$ 15,1 milhões na sucateada Universidade Estadual.
O órgão ministerial ainda pediu o bloqueio cautelar de R$ 127,6 milhões em contas e bens do Regys e de outros dois fuleiros. A denúncia aponta que o trio “maravilha” atuou de forma organizada entre os anos de 2016 e 2022, período em que direcionaram contratações públicas em favor da empresa Ibiapino & Pinheiro Ltda, com dispensa irregular de licitação, fraude em procedimentos licitatórios e desvio de recursos públicos.
Então reitor da UERR, Regys de Freitas, o “doutor mais bombadinho” de Roraima, foi denunciado por peculato, dispensa ilegal de licitação e associação criminosa. Já os empresários picaretas Bruno Rheno Pinheiro e Silva e Shyrley Ibiapino Cirqueira respondem pelos mesmos crimes, na condição de beneficiários e participantes do esquema.
A denúncia encerra a primeira etapa da investigação com a acusação referente ao núcleo da associação criminosa, mas continuará em outras fases para aprofundar sobre a participação de outros servidores da sucateada UERR, o acobertamento de provas e o crime de lavagem de dinheiro.
Conforme apurado, a atividade criminosa resultou em prejuízo superior a R$ 15.1 milhões aos cofres públicos e deverá ser ressarcido de forma atualizada, com incidência de juros, o que soma hoje R$ 27.6 milhões.
O MP pede ainda o pagamento de indenização por danos morais coletivos a ser destinado à Universidade Estadual de Roraima, no valor de R$ 100 milhões, considerando o prejuízo inestimável causado à educação pública do Estado.
O MP também pediu o afastamento cautelar de Regys de cargos e funções públicas, bem como a proibição temporária de ocupar novos cargos, para evitar que ele volte a influenciar servidores, testemunhas ou a administração pública, garantindo a regularidade da instrução processual e a proteção do interesse público.