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Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres.
 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Roraima registra em 2025 aumento de 39% nos casos de feminicídio e tem uma das maiores taxas do país
AUMENTOU 39%

Casos de feminicídio disparam em RR

Estado registra aumento assustador no número de feminicídio em 2025; é uma das maiores taxas desse tipo de violência do país

Roraima finalizou 2025 com 50 casos de feminicídios consumados e tentados, um aumento de 39% em relação a 2024, quando foram registradas 36 ocorrências. Os dados alarmantes foram divulgados esta semana pelo Relatório Anual de Feminicídios no Brasil.

Além do crescimento no número absoluto de casos, o estado aparece entre os que apresentam maior taxa proporcional do país. Em 2025, Roraima registrou taxa de 16,2 feminicídios consumados e tentados por 100 mil mulheres, acima dos 12,5 registrados em 2024. O aumento foi de 3,9 pontos na taxa.

Com esse índice, Roraima figurou entre os quatro estados com maior taxa proporcional de feminicídios do Brasil em 2025, atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com taxa de 20,0 por 100 mil mulheres, do Amapá, com 19,6, e do Acre, com 16,4.

A taxa roraimense também está muito acima da média nacional. Enquanto o Brasil registrou média de 6,3 casos por 100 mil mulheres em 2025, Roraima apresentou índice três vezes maior.

Em todo o país, 2025 foi o ano com maior número de feminicídios desde o início do monitoramento. Foram 6.904 feminicídios consumados e tentados no Brasil, um aumento de 34% em comparação com 2024, que havia somado 5.150 casos.

Do total registrado em 2025, 2.149 foram feminicídios consumados e 4.755 tentados. O relatório destaca ainda que a maioria dos crimes ocorre dentro do ambiente doméstico. Em nível nacional, 66,6% dos feminicídios aconteceram em espaços residenciais, sendo 38,25% na casa da vítima e 21,52% na casa do casal.

Outro dado que chama atenção é o vínculo entre vítima e agressor. Em 46,28% dos casos, o crime foi cometido por companheiro ou pessoa com vínculo íntimo, e em 33,15% por ex-companheiro. Ao todo, 75,48% dos registros são classificados como feminicídio íntimo.

Perfil das vítimas

O levantamento aponta também que a faixa etária mais atingida é de 25 a 34 anos, que corresponde a 30,9% das vítimas, com idade média de 33 anos. Crianças ou adolescentes presenciaram 30% dos casos registrados no país.

Ainda segundo o relatório, 69% das vítimas tinham filhos dependentes, 101 mulheres estavam grávidas no momento do crime e 1.653 crianças ficaram órfãs em 2025. Quanto ao meio utilizado, a arma branca foi o instrumento mais comum, presente em 48,74% dos casos no Brasil.

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