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Foto: Maciel Makuxi
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Milhares de indígenas participam de assembleia geral na comunidade Maturuca, no Uiramutã
ATÉ SABADO

Maturuca sedia 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas

Lideranças, autoridades e representantes de organizações indígenas debatem vários assuntos de interesse dos povos originários de Roraima

A comunidade indígena Maturuca, na região Serras, no município de Uiramutã, recebe a partir desta quarta-feira, dia 11, a 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima. O encontro reúne mais de 1,5 mil indígenas de diferentes povos para discutir temas relacionados à defesa dos territórios, políticas públicas e fortalecimento do movimento indígena no Estado.

Considerada a instância máxima de deliberação do movimento indígena em Roraima, a assembleia reúne lideranças de onze etnorregiões e promove debates, avaliações e planejamento de ações coletivas.

A abertura oficial contou com a recepção das delegações e convidados por meio de rituais tradicionais, com defumação de maruwai, além de cantos e danças do parixara. Durante a cerimônia também foi realizada a entrega do feixe de vara à Coordenação Executiva do Conselho Indígena de Roraima (CIR), símbolo que representa a união entre as comunidades.

O coordenador regional dos tuxauas da região Serras, Dejacir Macuxi, destacou o significado do encontro para as lideranças indígenas. “Sejam todos bem-vindos a esse local histórico e recebam o nosso feixe de vara, símbolo da nossa união e resistência. Assim como a nossa assembleia, que as decisões tomadas aqui nos fortaleçam”, afirmou.

Com o tema “Terra demarcada, vida preservada – A resposta somos nós”, a assembleia reúne representantes dos povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Wai Wai, Ingaricó, Patamona, Sapará e Yanomami.

Durante a programação, lideranças e representantes de organizações indígenas devem debater assuntos como demarcação e proteção territorial, sustentabilidade econômica, saúde, educação e fortalecimento institucional. Também está prevista a discussão sobre os impactos do julgamento da Lei 14.701 no Supremo Tribunal Federal (STF) e a atual conjuntura nacional.

Entre os destaques do encontro estão o lançamento do Protocolo de Consulta da região Amajari, da tradução da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para as línguas Macuxi e Wapichana, além da apresentação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental de comunidades das regiões Tabaio, Alto Cauamé, Serra da Lua, Amajari, Murupú e São Marcos.

O evento também marca os 55 anos de atuação do Conselho Indígena de Roraima (CIR), organização que reúne comunidades indígenas do Estado e atua na defesa dos direitos e territórios indígenas.

A programação segue até sábado (14) e contará com mesas de debate com a participação de organizações indígenas, como a Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR), a Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (OMIRR), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e o Conselho do Povo Indígena Ingarikó (COPING).

Também participam representantes de instituições públicas, entre elas o Ministério Público Federal (MPF), Ibama, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério da Justiça, Polícia Federal, Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas.

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