Uma base de proteção territorial foi inaugurada na comunidade Palimiú, à margem do rio Uraricoera, dentro da terra Yanomami, em Roraima. A estrutura passa a funcionar como ponto permanente de apoio às ações de monitoramento e fiscalização no território.
A unidade, chamada Base de Proteção Etnoambiental Pakilapi, foi instalada em um ponto considerado estratégico da região e deve contribuir para ampliar o controle de acessos utilizados para atividades ilegais, como o garimpo.
A inauguração contou com a presença de representantes de órgãos públicos, forças de segurança e lideranças indígenas. Participaram também representantes de organizações indígenas, como a Hutukara Associação Yanomami, a Urihi Associação Yanomami e a Associação Wanasseduume Ye’kwana.
Segundo lideranças indígenas, a presença permanente de equipes na região pode fortalecer a vigilância do território. “Essa casa é muito importante para a proteção da nossa terra. Sem presença permanente não há como vigiar e proteger o território. Esse lugar será lembrado e nossos jovens poderão continuar defendendo nossa terra”, afirmou o líder indígena Davi Kopenawa.
A base possui capacidade de alojamento para até 32 pessoas, incluindo equipes técnicas e agentes que atuam em ações de fiscalização e monitoramento. A estrutura foi projetada para operar em área remota e deve funcionar como ponto de apoio logístico para deslocamentos fluviais, terrestres e aéreos.
O local também poderá servir como base de abastecimento para helicópteros utilizados em operações de fiscalização na região. De acordo com informações divulgadas durante a inauguração, a construção da unidade recebeu investimento de cerca de R$ 1,7 milhão.
A instalação da base ocorre no contexto de medidas adotadas para ampliar a proteção da terra Yanomami, território que se estende pelos estados de Roraima e Amazonas e que, nos últimos anos, enfrentou impactos relacionados ao avanço do garimpo ilegal.
As ações fazem parte de medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal em processos que tratam da proteção de territórios indígenas e do combate a atividades ilegais nessas áreas.
Fonte: Ascom/Funai.