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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Grupo de trabalho sobre regulamentação da mineração em terras indígenas (GTMTI) realiza audiência pública interativa para debater sobre modelos de participação dos povos indígenas nas atividades de mineração em seus territórios, direta e indiretamente, e nos resultados da lavra. 

Mesa: 
presidente do GTMTI, senadora Tereza Cristina (PP-MS). 

Bancada:
diretor de Sustentabilidade e Assuntos Associativos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Rinaldo Mancin;
diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração (DDSM) no Ministério de Minas e Energia (MME), Julevânia Alves Olegário;
secretária-geral de Contencioso da Advocacia-Geral da União (AGU), Isadora Maria Belém Rocha Cartaxo de Arruda.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
GT do Senado discutiu propostas para regulamentar mineração em terras indígenas
AUDIÊNCIA PÚBLICA

Senado discute mineração em terras indígenas

Reunião contou com a presença de representantes do governo, do setor mineral, Ministério Público e lideranças indígenas

O grupo de trabalho do Senado Federal que discute a regulamentação da mineração em terras indígenas realizou na terça-feira passada, dia 10, mais uma audiência pública para debater o tema. Durante o encontro, representantes de diferentes setores apontaram preocupação com o avanço do garimpo ilegal e a necessidade de aprofundar o debate no Congresso.

A Constituição Federal de 1988 permite a exploração mineral em terras indígenas, mas condiciona a atividade à aprovação de uma legislação específica, que ainda não foi regulamentada. O grupo de trabalho foi criado em março de 2025 para elaborar uma proposta de lei complementar sobre o assunto e realizou a quinta reunião desde a instalação.

A presidente do grupo, a senadora Tereza Cristina, afirmou que o objetivo é reunir diferentes pontos de vista para subsidiar o Congresso na elaboração de uma proposta legislativa.

Durante a audiência, participantes destacaram que a ausência de regulamentação contribui para um cenário de insegurança jurídica e favorece a atuação de atividades clandestinas, muitas vezes associadas ao crime organizado.

Participação indígena

Quatro representantes indígenas participaram da audiência. O representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Douglas Krenak, apresentou uma posição crítica à mineração em territórios indígenas e citou impactos ambientais e sociais associados à atividade.

Outras lideranças indígenas defenderam que qualquer proposta de regulamentação garanta participação das comunidades nas decisões e respeito ao princípio da consulta livre, prévia e informada, previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

Garimpo ilegal

Representantes do governo e do setor mineral também destacaram que o garimpo ilegal é uma realidade em várias terras indígenas e que a falta de regulamentação pode favorecer a atuação de atividades clandestinas.

Segundo os participantes, uma eventual legislação precisará equilibrar diferentes aspectos, como a proteção dos direitos indígenas, a preservação ambiental, o combate ao garimpo ilegal e a definição de regras claras para a atividade. O grupo de trabalho deve continuar realizando audiências antes da apresentação de uma proposta ao Congresso.

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