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Foto: Divulgação
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Moradora da comunidade indígena Ticoça faz coleta de sangue durante ação da Saúde municipal
UIRAMUTÃ

Laboratório móvel atende regiões de difícil acesso

Novo programa da Saúde municipal faz coletas e exames em comunidades indígenas distantes

Indígenas da região do Ticoça, a 35 quilômetros da sede do Uiramutã, ao Norte de Roraima, receberam esta semana atendimento médico e laboratorial na própria comunidade. O novo programa da Saúde municipal conta com uma equipe profissional que trabalha em uma picape que funciona como laboratório móvel, fazendo coletas e exames de quem mora em regiões de difícil acesso.

O projeto Laboanalise deu certo na sede e por isso foi estendido a moradores de comunidades indígenas afastadas, que enfrentam dificuldades para chegar ao centro urbano do município. A primeira ação ocorreu nesta quinta-feira (12), na comunidade indígena Ticoça, que atualmente conta com 449 moradores, sendo 105 pais de família.

O secretário municipal de Saúde, Querginaldo Tomaz de Araújo Filho, explicou que a proposta é levar atendimento a quem mora longe da sede e que enfrenta desafios de locomoção. “Se o cidadão não pode ir até a Saúde, a Saúde vai até ele. Esse é nosso objetivo, proporcionar atendimento de qualidade a todos”, pontuou.

Mas antes da ação do laboratório móvel, a Saúde envia uma equipe médica multidisciplinar para fazer os atendimentos e solicitar os exames dos pacientes. E no dia seguinte, segundo explicou o secretário, os profissionais do Labonase chegam à comunidade para fazer a coleta.

Os resultados dos exames saem em até três dias e passam por avaliação de uma equipe médica na sede. Então, os profissionais da Saúde voltam à comunidade para entregar os resultados e medicamentos, se for o caso.

A equipe do laboratório móvel conta com motorista, três técnicos e um farmacêutico bioquímico. As ações nas comunidades seguem um rigoroso cronograma elaborado para atender, principalmente, quem mora em regiões de difícil acesso.

“É determinação do prefeito Benísio levar Saúde para todos, independente de distância ou acesso. Portanto, colocamos em prática este projeto, que facilita o atendimento, em especial, a quem mora longe”, concluiu o secretário.

Uma liderança indígena da comunidade Ticoça elogiou o momento histórico, segundo ele, porque pela primeira vez uma equipe laboratorial vai até a região fazer exames, coletas e entregar medicamentos.

“É um dia importante, pois recebemos com alegria a equipe da Saúde municipal, que fez vários atendimentos, como vacinação, exames e entrega de medicamentos. É um momento histórico para nós”, ressaltou.

O indígena confirmou que devido à distância muitas pessoas enfrentam dificuldades para fazer exames laboratoriais, por isso, de acordo com ele, a ação representa uma grande conquista. “É um gesto de carinho e respeito. Esse trabalho é muito importante porque leva esperança e dignidade ao nosso povo”, reconheceu.

O farmacêutico e bioquímico Fabiano Coelho, membro da equipe do Laboanalise, ressaltou que agora os moradores de comunidades distantes não precisam mais se deslocar até a sede porque o laboratório vai até eles. “É mais acesso e cuidado com nossa gente. É Saúde com mais qualidade”, resumiu.

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