Antonio Denarium (PP) oficializou na noite desta sexta-feira, dia 27, sua renúncia ao cargo e quem se deu bem foi o vice-governador Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, que agora é o “chefão” e dono do maior cofre público do Estado.
A mudança ocorreu dentro do prazo legal para desincompatibilização previsto no calendário eleitoral. Denarium está todo serelepe porque vai disputar (e ganhar de lavada) uma vaga ao Senado nas próximas eleições.
A cerimônia de renúncia foi dividida em duas etapas. A primeira começou às 18h, na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), onde o Dena falou pra galera que não queria mais ser governador, porra nenhuma, e que já estava de malas prontas para o Senado.
Depois, as autoridades seguirão para a Esplanada do Palácio Senador Hélio Campos, no Centro Cívico, onde a transição seria formalizada diante de representantes dos poderes e de uma cambada de “puxas”. Só que São Pedro, petista doente, “abriu a torneirinha” e mandou um pau d’água, que acabou com o “oba-oba” da galera.
Denarium foi eleito governador pela primeira vez em 2018, com 136.612 votos. Ele assumiu o cargo antecipadamente, em 10 de dezembro daquele ano, durante a intervenção federal que ocorreu diante da patifaria institucional no final da desastrosa gestão de Suely Campos.
Com a saída do Dena, Damião não só assumiu a bronca no Executivo, mas também vai poder disputar (e ganhar de lavada) a reeleição em outubro próximo, caso os velhos de toga de Brasília deem uma martelada segura e torne os dois inelegíveis, como aconteceu recentemente com o governador do Rio de Janeiro, mas a possibilidade é pra lá de improvável.