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Valentão foi em cana durante operação policial
“MULHER SEGURA”

DEAM agarra mais dois valentões

Policiais cumprem dois mandados e prendem covardes por violência doméstica durante operação nacional

Tiras da DEAM cumpriram ontem, dia 30, dois mandados de prisão preventiva contra valentões investigados por casos de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas. As ações integraram o Dia D da operação nacional Mulher Segura, mobilização voltada ao fortalecimento das ações de combate à violência contra a mulher.

As diligências ocorreram em Boa Vista e em Curitiba (PR), esta última em ação integrada com a Polícia Civil do Paraná. As ações foram coordenadas pela delegada da DEAM Carolina Huppes, que destacou que o cumprimento dos mandados representa uma resposta rápida da Polícia Civil diante do descumprimento das medidas protetiva e da persistência dos agressores em manter o ciclo da violência.

“A medida protetiva é um instrumento criado para preservar vidas. Quando o agressor insiste em descumprir uma decisão judicial, demonstra que continua oferecendo risco à vítima. Nossa atuação é imediata para proteger essa mulher e garantir que o agressor responda pelos seus atos. O Dia D da Operação Nacional Mulher Segura reforça exatamente esse compromisso da Polícia Civil”, disse.

A primeira prisão ocorreu em Boa Vista, no bairro Nova Cidade, zona Oeste da Capital, onde foi em cana o belezura do V.S.L, de 22 anos. O fuleiro já tinha histórico de violência doméstica e havia sido preso anteriormente por descumprimento de medida protetiva. Contudo, mesmo usando tornozeleira eletrônica, voltou a frescar com a ex praticando novas agressões, ameaças e ofensas.

Segundo a delegada, no último dia 28 de junho, a vítima procurou a Polícia Civil e relatou que foi agredida fisicamente, ameaçada de morte e ofendida pelo sujeito dentro da casa onde ambos estavam. Conforme o boletim de ocorrência, o agressor desferiu golpes principalmente na cabeça para evitar marcas aparentes.

A mulher informou ainda que chegou a perder a consciência durante as agressões e ouviu o investigado afirmar que, caso ela morresse, colocaria seu corpo no veículo do pai e o lançaria de um viaduto. Ela apresentava hematomas pelo corpo, foi encaminhada para exame de corpo de delito e comunicou o novo descumprimento da medida protetiva.

Diante da gravidade dos fatos, da reincidência do investigado e da ineficácia das medidas cautelares anteriormente impostas, inclusive o monitoramento eletrônico, a Justiça decretou sua prisão preventiva, que foi cumprida pela equipe da DEAM durante o Dia D da operação.

A segunda prisão foi realizada em Curitiba (PR), em uma ação integrada entre as polícias de Roraima e do Paraná. T.G.J, de 43 anos, era procurado pela Justiça de Roraima em razão dos sucessivos descumprimentos de medida protetiva.

Segundo as investigações conduzidas pela DEAM, o investigado já havia sido advertido pela Justiça em outras oportunidades e acumulava diversos registros de descumprimento da medida.

Mesmo diante das determinações judiciais, o cornão continuou perseguindo a vítima, encaminhando mensagens ofensivas e ameaçadoras, fazendo acusações contra o atual companheiro dela e provocando intenso abalo emocional não apenas à mulher, mas também aos filhos.

Com base no histórico de reincidência e no risco à integridade física e psicológica da vítima, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado. A ordem judicial foi cumprida em Curitiba. A delegada Carolina Huppes ressaltou que a operação Mulher Segura reforça o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção das mulheres e o combate à violência doméstica.

“Nenhum agressor pode acreditar que o descumprimento de uma medida protetiva ficará sem resposta. Sempre que houver risco à vítima e o desrespeito às decisões judiciais, a Polícia Civil atuará com firmeza para garantir a responsabilização dos autores e preservar vidas”, disse a delegada.

A delegada reforçou que mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar devem denunciar qualquer agressão, ameaça ou descumprimento de medida protetiva. A denúncia segundo ela, é essencial para que as medidas legais sejam adotadas rapidamente, interrompendo o ciclo da violência e garantindo maior proteção às vítimas.

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