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Antes de ser preso, ditador Maduro roubou toneladas de ouro da Venezuela e as enviou à Suíça
R$ 28 BILHÕES

Antes de ser preso, Maduro envia 113 ton. de ouro à Suíça

Ditador “guardou” toneladas de ouro na Suíça, enquanto povo venezuelano cata lixo para comer

A transferência de ouro venezuelano para a Europa voltou ao radar internacional após a divulgação de dados alfandegários analisados pela agência Reuters. Segundo o levantamento, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou para a Suíça 113 toneladas de ouro, volume avaliado em aproximadamente R$ 28 bilhões.

Os registros indicam que o metal teve origem no Banco Central da Venezuela, em um período marcado pela deterioração da economia do país e pela busca do governo por fontes alternativas de moeda forte.

Segundo a emissora pública suíça SRF, o ouro saiu das reservas oficiais venezuelanas justamente quando Caracas reduzia seus estoques para sustentar o financiamento estatal em meio ao agravamento da crise econômica.

Os dados alfandegários mostram ainda uma mudança abrupta nesse fluxo a partir de 2017. Desde então, não há registros de exportações de ouro da Venezuela para a Suíça, movimento que coincide com a imposição de sanções da União Europeia contra autoridades venezuelanas acusadas de violações de direitos humanos e de enfraquecimento da democracia.

A Suíça adotou essas sanções no início de 2018, embora elas não tenham incluído um embargo formal às importações de ouro do país sul-americano.

O tema ganhou novo peso político nesta semana após a Suíça determinar o congelamento de ativos mantidos no país por Nicolás Maduro e 36 aliados, decisão anunciada na segunda-feira (5).

As autoridades suíças, no entanto, não informaram o valor nem a origem desses recursos, e não há confirmação de que eles estejam diretamente ligados ao ouro exportado anos antes.

Maduro foi preso por forças especiais dos Estados Unidos em uma operação em Caracas, em 3 de janeiro, e responde a acusações em um tribunal de Nova York, incluindo tráfico de drogas e narco-terrorismo.

O episódio reacendeu questionamentos sobre o destino das reservas venezuelanas e o papel do ouro como instrumento de sobrevivência financeira do regime em meio a sanções internacionais.

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