Tiras que protegem os velhinhos elucidaram em menos de 24h um estelionato praticado contra uma médica aposentada, de 74 anos, que teve mais de R$ 115 mil subtraídos de sua conta bancária por meio de transferências via Pix.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Moreira, ao notar a existência de transferências via Pix que não haviam sido realizadas por ela, a vítima procurou a Polícia anteontem, dia 12.
Conforme apurado, as transferências tiveram como beneficiárias G.S.A, de 20 anos, e uma conta vinculada a uma “vaquinha” on-line, registrada em nome da cuidadora de idosos S.C.L.S, também de 20 anos. O prejuízo totalizou R$ 115 mil.
A partir da denúncia, os tiras foram atrás e confirmaram que os valores foram transferidos para contas em nome das duas mulheres, que foram intimadas a prestar esclarecimentos. A belezura da S.C.L.S informou que trabalhava como cuidadora da neta da vítima há três anos.
Segundo a picareta relatou, no ano passado, sem saber precisar o mês, percebeu que a vítima costumava anotar senhas bancárias na capa do celular. Ao acessar a conta corrente, verificou a existência de cerca de R$ 250 mil.
Aproveitando-se da facilidade, a fuleira criou uma vaquinha on-line sob o pretexto de arrecadar recursos para a construção de uma casa e passou a realizar transferências entre R$ 8 mil e R$ 9 mil a cada três dias, valor correspondente ao limite diário permitido pelo aplicativo bancário.
Ainda conforme seu relato, em determinado momento sua conta foi bloqueada para o recebimento de transferências via Pix. Diante disso, solicitou a G.S.A o empréstimo da conta bancária, sob a justificativa de que precisaria receber valores referentes a salário.
Assim, G.S.A forneceu a chave Pix e passou a receber os valores provenientes da conta da idosa. A investigada informou que G.S.A morava em uma comunidade indígena no Amajari e alegou que ela não teria conhecimento da origem ilícita dos valores.
A picareta declarou ainda que utilizou o dinheiro para despesas pessoais, incluindo festas, bares, restaurantes e compras em mercados. Segundo o delegado, a investigada, de forma espontânea, entregou uma moto que ela tinha comprado com o dinheiro do estelionato e mais 500 reais, que ela ainda tinha da pobre velhinha.
O delegado instaurou inquérito policial para apurar os fatos, identificar todas as circunstâncias do crime e responsabilizar as envolvidas. Além das transferências via Pix, também será investigada a eventual contratação de crédito em nome da vítima sem autorização. Até o momento não teve prisão e a picareta vai responder ao procedimento em liberdade.