Militares do Exército realizaram uma operação, destruíram 30 acampamentos e prenderam dois garimpeiros clandestinos na terra indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. Foram apreendidas 13 toneladas de minério bruto que já estavam dentro de sacos. O material seria processado em moinhos para extração de ouro.
A operação ocorreu nas imediações da Serra do Atola, próxima à comunidade indígena Raposa, em Normandia. Indígenas denunciam que os garimpeiros usam até explosivos e cianeto, altamente tóxico que coloca em risco a saúde das comunidades e o meio ambiente.
Na região foram destruídos 11 geradores, 14 motores, cinco britadeiras, uma máquina perfuradora de rochas, duas carretas, detector de ouro e bateia. A investida contou com a presença de militares da 1ª Brigada de Infantaria de Selva e agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
A Raposa Serra do Sol é uma das maiores terras indígena do Brasil e se estende pelos municípios de Uiramutã, Normandia e Pacaraima, na faixa de fronteira do Brasil com a Guiana e Venezuela.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é um instituto (IBGE), mais de 26 mil indígenas dos povos Macuxi, Taurepang, Patamona, Ingaricó e Wapichana vivem na região.
O MP Federal abriu investigação e constatou as áreas com “piscinas de cianeto” na terra indígena. Foi proposto um plano de cooperação bilateral entre Brasil e Guiana para combater garimpos ilegais na fronteira.