Tiras da DPCA deflagraram uma operação nesta quinta-feira, dia 16, e cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de servidor público estadual, de 67 anos, acusado por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição.
De acordo com informações prestadas pelo delegado titular da DPCA, Matheus Rezende, a medida foi autorizada pelo Poder Judiciário no âmbito de inquérito policial instaurado pela especializada.
Segundo o delegado, além do mandado de busca e apreensão, a Justiça deferiu medidas cautelares, proibindo o investigado de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a vítima, que é sua sobrinha, como também com os familiares dela.
As investigações tiveram início após a Polícia Civil receber uma denúncia anônima, relatando possíveis abusos praticados contra a adolescente. A partir da denúncia, o delegado instaurou inquérito policial para esclarecer o caso e realizou diligências que reuniram elementos probatórios. Conforme o delegado, a vítima de 15 anos apresenta uma condição de saúde delicada, decorrente de um histórico de tratamento oncológico.
Segundo as investigações, ela vinha sendo submetida a abusos físicos e virtuais praticados pelo investigado. O idoso, segundo o delegado, teria se aproveitado da relação de parentesco e da confiança existente no ambiente familiar para exercer intensa coação moral e psicológica sobre a adolescente.
As investigações indicam que as condutas teriam sido iniciadas quando a vítima tinha aproximadamente 10 anos, prolongando-se por anos mediante manipulação psicológica, circunstância essa que dificultavam a revelação dos fatos às autoridades policiais.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram o mandado de busca na residência do investigado, onde apreenderam seu telefone celular que será parte da investigação para o esclarecimento dos fatos.
A ação contou com o apoio de um perito criminal do Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida, responsável pela coleta e preservação dos vestígios digitais. Todo o material apreendido será submetido à perícia técnica especializada para extração e análise de dados.
Além da busca por elementos relacionados aos crimes investigados, a perícia também verificará a eventual existência de material de abuso e exploração sexual infantojuvenil armazenado no celular recolhido durante a operação.
De acordo com Matheus, a análise do conteúdo dos dispositivos poderá subsidiar novas diligências e contribuir para o completo esclarecimento dos fatos. As investigações prosseguem sob sigilo, visando preservar a vítima e seus familiares, e garantir a efetividade das medidas investigativas.
“É importante reforçar que denúncias envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser realizadas de forma anônima por meio dos canais oficiais da instituição. A colaboração da população é fundamental para interromper ciclos de violência, proteger vítimas em situação de vulnerabilidade e responsabilizar criminalmente os autores desses delitos”, disse o delegado.