Foto: Internet
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"Gafanhotão" do Neudo, deputado miliciano tenta tirar o seu... da reta
HIPÓCRITA

Jalser denuncia “gafanhotos”

Bateu o desespero. Deputado miliciano atira pra todo lado; quer fugir da iminente cassação
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Jalser Renier, único deputado miliciano do Brasil, acusou os amiguinhos da Assembleia Legislativa de Roraima de fazerem “rachadinha”. Desespero do “menino de ouro”, porque ele sabe que será devidamente cassado por quebra de decoro parlamentar. Jalser mandou sequestrar e torturar o jornalista Romano dos Anjos, em outubro do ano passado. Também já foi condenado e preso por meter a mão em dinheiro público.

Logo após afirmar ter sido “abandonado” pelos colegas, Jalser disse que recebeu informações (de quem?) de que 80% dos deputados da Casa recebem parte do salário dos servidores.

“Tive informações de que nessa casa existem 80% de deputados que recebem dinheiro do cidadão e coloca no bolso”, relatou o inocente e probo miliciano.

Na cara dura, o fuleiro ressaltou que essa prática é crime, relembrando inclusive, que ele próprio já foi preso por isso.

“Você que estiver me assistindo e for funcionário da Assembleia e tiver recebendo dinheiro, o teu dinheiro, e dividindo com deputado, isso é crime! Isso é crime! Isso é “gafanhotagem”, disse.

Só para lembrar, Jalser foi um dos maiores “gafanhotos” no governo de Neudo Campos, quando a Federal “pulverizou uma nuvem de gafanhotos que devorava “ a folha de pagamento dos servidores estaduais.

De acordo com o Jalser, ele estaria sofrendo perseguição política, pois para ele ninguém da Casa estaria preocupado com o caso Romano. “Aqui ninguém tá preocupado com repórter, ninguém!”, alegou o miliciano, que mandou dá uma taca no jornalista.

Conforme Jalser, os deputados estariam preocupados apenas em defender a mesa do atual presidente da ALE, Soldado Sampaio (PC do B).

 

Quer tirar o foco

Em nota, a ALE-RR esclareceu que a intenção do deputado miliciano é tirar o foco do processo que ele está respondendo na Comissão de Ética por quebra de decoro parlamentar.

A Assembleia ressaltou ainda que o parlamentar é apontado como o mandante do sequestro e tortura do Jornalista Romano dos Anjos. Em razão da gravidade das acusações, o processo requer a perda do mandato do fuleiro.

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