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Foto: Reprodução/CREDYY
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Profissionais participaram de formação sobre saúde indígena
HOSPITAL DA UFRR

Profissionais recebem capacitação sobre saúde indígena

Iniciativa buscou qualificar assistência culturalmente apropriada a Yanomami, Ye’kwana e Sanumá no SUS

Uma formação sobre Cultura e Direitos Humanos dos Povos Indígenas Yanomami e Ye’kwana reuniu, anteontem, dia 11, profissionais de saúde, gestores e equipes administrativas do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). O objetivo foi ampliar a compreensão sobre aspectos históricos, culturais e linguísticos dos povos Yanomami, Ye’kwana e Sanumá e qualificar o atendimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

Promovida na Universidade Federal de Roraima (UFRR), a iniciativa abordou como diferenças culturais e barreiras de linguagem afetam o acesso à saúde e a qualidade da assistência. A programação incluiu exposições temáticas e momentos de diálogo para estimular a incorporação de referências interculturais no cotidiano dos serviços.

Participantes discutiram elementos da cosmologia dos povos indígenas e sua relação com práticas de cuidado, além da importância de fluxos de atendimento que considerem especificidades culturais desde a recepção até o acompanhamento clínico.

A ação integra a atuação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com o Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana (CREDHYY) e o Centro de Atendimento Integrado a Crianças e Adolescentes Yanomami e Ye’kwana (CAICYY), que atuam na mediação interinstitucional e fortalecimento do atendimento intercultural em políticas públicas essenciais.

Maria Patrícia Molina, coordenadora de apoio do CREDHYY, ressaltou que o curso busca promover reconhecimento das tradições, fortalecer o respeito às diferenças e enfrentar preconceitos, estabelecendo uma ponte entre saberes indígenas e normas dos serviços urbanos.

Para a coordenadora indígena do HU-UFRR, Marcelle Silveira, a formação fortaleceu o compromisso institucional com equidade no atendimento, qualificando a escuta dos profissionais e reforçando a necessidade de um cuidado “culturalmente seguro, respeitoso e livre de práticas discriminatórias”.

A iniciativa segue as diretrizes da Constituição Federal e da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, que orientam a atenção diferenciada e intercultural no SUS.

Este foi o primeiro módulo da formação, com os próximos previstos para março e abril, ampliando os conteúdos e debates sobre atendimento intercultural nos serviços públicos de saúde em Roraima.

Fonte: Imprensa/ MDH.

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