Pesquisar
Foto: Divulgação
saude 2
Atendimento em terra indígena no Norte do Brasil
ÁREA DE RISCO

Projeto cria adicional de 30% para profissionais de saúde

Além da compensação financeira, PL prevê medidas para garantir continuidade do atendimento em áreas violentas e isoladas

Profissionais de saúde que atuam em regiões marcadas por conflitos armados, altos índices de criminalidade ou vulnerabilidade extrema em regiões de difícil acesso poderão receber um adicional de 30% sobre o vencimento básico. A medida está prevista no Projeto de Lei 5.654/25, em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta institui a Política de Proteção e Incentivo aos Profissionais de saúde em Áreas de Conflito e Alta Periculosidade. O adicional será pago a trabalhadores lotados em unidades localizadas em áreas classificadas oficialmente como de risco, com base em ato conjunto dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Saúde, a partir de dados de segurança pública.

De autoria da deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE), o texto estabelece que o benefício terá natureza indenizatória, ou seja, não será incorporado ao salário para fins de aposentadoria. No entanto, poderá ser acumulado com outros adicionais já recebidos, como insalubridade e periculosidade.

Além da compensação financeira, o projeto prevê medidas para garantir a continuidade do atendimento em áreas violentas. Entre elas estão protocolos de evacuação em caso de confrontos, instalação de sistemas de monitoramento e botões de pânico nas unidades de saúde, reforço do policiamento no entorno e oferta de acompanhamento psicológico e psiquiátrico aos profissionais expostos ao risco.

Na justificativa, a parlamentar argumenta que a violência em comunidades e periferias frequentemente leva ao fechamento temporário de unidades e ao afastamento de servidores, o que amplia desigualdades no acesso à saúde. “O projeto reconhece que não existe saúde sem segurança e que quem cuida também precisa ser cuidado”, afirmou.

Segundo ela, a proposta busca valorizar juridicamente os profissionais que mantêm o Sistema Único de Saúde em funcionamento mesmo em contextos de violência.

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Publicidade

Veja também:

Projeto cria adicional de 30% para profissionais de saúde

Postado em 14 de fevereiro de 2026

IFRR abre seletivo para Educação Física

Postado em 14 de fevereiro de 2026

Inscrições para o Pé-de-Meia começam em 17 de fevereiro

Postado em 14 de fevereiro de 2026

Saiba como emitir alerta do Celular Seguro

Postado em 14 de fevereiro de 2026

Sancionado programa Gás do Povo

Postado em 14 de fevereiro de 2026

Incêndio carboniza animais no Amajari

Postado em 14 de fevereiro de 2026