Tiras de Rorainópolis e cops da poderosa FICCO prenderam esta semana um dos investigados pelo assassinato da venezuelana Raquel Alexandra Cedeno Suarez, de 17 anos, desaparecida em setembro de 2025, na região Sul do Estado.
O registro do B.O foi formalizado pela família no dia 23 de setembro do ano passado, após a jovem não retornar e não manter mais contato com familiares. Inicialmente, a investigação foi conduzida com diversas frentes de apuração.
A equipe passou a reconstruir os últimos passos da adolescente, ouvindo familiares, amigos e outros. Durante as diligências realizadas na cidade, imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que Raquel caminhava, na madrugada do dia 21 de setembro, acompanhada de dois sujeitos, seguindo na direção da vicinal 2. Até então, a dupla ainda não havia sido identificada.
Mas com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou os venezuelanos: V.M.G.O, de 28 anos, e A.J.R.M, de 21. Dias após o desaparecimento, ambos fugiram do município e foram para a Guiana. O delegado Rick da Silva então representou pela prisão temporária dos dois, apontados como principais suspeitos pelo desaparecimento da adolescente.
“Foram realizadas inúmeras diligências para localizá-los, inclusive monitoramento de endereço ligado à esposa de um dos investigados. As investigações apontavam que eles haviam fugido para a Guiana, onde um deles estaria trabalhando em uma obra de construção”, detalhou o delegado.
Recentemente, os tiras descobriram que V.M.G.O havia retornado ao Brasil e estaria na BV City. As equipes policiais já vinham monitorando uma casa no bairro Asa Branca, vinculada ao veneca.
Então, após confirmarem que o fuleiro estava lá, os tiras deram o bote e prenderam o vagabundo, que foi conduzido ao Plantão Central para cumprimento do mandado de prisão. O interrogatório foi realizado por videoconferência.
O veneca afirmou que na noite dos fatos, a adolescente topou entrar no quarto de uma casa na vicinal 2 com o seu comparsa, enquanto ele permaneceu ao lado de fora. Mas segundo sua versão, ele não sabe dizer se o outro manteve relação sexual com a menor.
Ele só disse que 20 minutos depois, o chegado saiu do cômodo afirmando que havia feito “algo grave”, e que a adolescente estava morta. Em seguida, pediu ajuda para “resolver a situação”. Foi quando os dois decidiram ocultar o cadáver para evitar que o crime fosse descoberto.
Ainda durante a madrugada, de acordo com o maldito veneca, eles retiraram a adolescente da casa e a carregaram até uma área de mata nas imediações da casa do assassino, que está foragido, onde a abandonaram.
Durante a videoconferência, o “mira” indicou o local onde o corpo teria sido deixado. Então, os tiras foram lá e encontraram os restos mortais da mocinha.
Foram acionadas as equipes do Instituto de Criminalística e do IML (Instituto de Medicina Legal), do Núcleo de Perícia Forense Regional Sul, que realizaram os procedimentos periciais e a remoção do material para exames complementares.
A versão apresentada, segundo o delegado, será confrontada com os laudos periciais e demais elementos técnicos reunidos na investigação. O vagabundo foi apresentado em audiência de custódia, na manhã desta terça-feira, dia 17. As diligências continuam para localizar o segundo assassino.
“Até o momento não sabemos ainda o que motivou o assassinato da adolescente. Pode ter ocorrido uma eventual frustração, conflito ou resistência da vítima no interior do quarto com possível conotação sexual. No entanto, seguiremos as diligências até a captura do foragido e a completa responsabilização penal de todos os envolvidos. Trata-se de um crime grave e a Polícia Civil não medirá esforços para concluir totalmente esse caso”, concluiu o delegado.