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Objetivo é garantir que populações que vivem em regiões isoladas consigam se deslocar para acessar serviços essenciais
EM BRASÍLIA

Aprovado programa de transporte intermunicipal

Proposta prevê rede de transporte entre municípios para garantir acesso a serviços essenciais em áreas rurais e regiões isoladas

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6727/25, que cria o Programa Nacional de Mobilidade Intermunicipal do Interior. A iniciativa prevê a implementação de transporte público regular, seguro e acessível entre municípios do interior, áreas rurais e localidades remotas.

O objetivo é garantir que populações que vivem em regiões isoladas consigam se deslocar para acessar serviços essenciais, como saúde, educação e trabalho.

O programa tem caráter social e estruturante e deverá ser priorizado em regiões com baixa ou nenhuma oferta de transporte intermunicipal regular. O texto reconhece a mobilidade como instrumento de garantia de direitos fundamentais.

Modalidades de transporte

O projeto prevê diferentes formas de operação, conforme a realidade de cada região. Entre as opções estão ônibus, vans, micro-ônibus, transporte fluvial de passageiros e outras soluções adequadas ao território.

A definição do modelo deverá considerar critérios como viabilidade técnica, custo, segurança e impacto social, com prioridade para soluções simples e de fácil manutenção.

Os trajetos deverão ser planejados de acordo com a oferta de serviços públicos nas regiões atendidas, com prioridade para deslocamentos voltados a consultas médicas, exames, tratamentos, acesso à educação, trabalho e serviços essenciais. Pessoas em situação de vulnerabilidade terão atendimento preferencial.

Integração com SUS

Um dos pontos centrais da proposta é a integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (Suas), permitindo que rotas e horários sejam definidos com base nas necessidades reais da população.

O texto também estabelece que o novo programa não substitui o transporte sanitário já existente, mas atua como complemento, podendo ser articulado por agendamentos, encaminhamentos institucionais ou custeio compartilhado.

Financiamento e execução

O programa será financiado com recursos federais, com possibilidade de complementação de estados e municípios. Os valores poderão ser aplicados na operação do serviço, contratação de prestadores, aquisição de veículos e embarcações, manutenção e logística.

A coordenação ficará a cargo do governo federal, em articulação com estados, municípios, órgãos de transporte e sistemas como o SUS e o Suas. A execução poderá ocorrer de forma direta ou por meio de convênios e consórcios.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Saúde; Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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