O Instituto Census divulgou na quinta-feira passada, dia 17, uma nova pesquisa de intenção de votos para governador de Roraima, na modalidade estimulada (quando o pesquisador cita o nome dos candidatos). O candidato Arthur Henrique (PL) caiu quase 10 pontos percentuais, quando comparado com a primeira pesquisa Quaest, divulgada em 27 de agosto, enquanto Soldado Sampaio (Republicanos) subiu 11,08 pontos.
A tendência é de afunilamento entre os dois principais concorrentes ao Palácio Senador Hélio Campos em três semanas de campanha. Arthur registra trajetória de queda constante, quando se compara com as quatro pesquisas divulgadas até o momento, desde a Quaest de 27 de agosto, quando tinha 60%. Na pesquisa Census divulgada recentemente, ele aparece com 50 pontos, queda de 9,96 pontos.
Na outra ponta, o governador Soldado Sampaio, principal adversário de Arthur, ganha tração e reduz a diferença, em crescimento constante à medida em que o dia da eleição (4 de outubro) se aproxima. Na pesquisa Quaest, Sampaio tinha 27%, mas na atual pesquisa Census, ele subiu para 38,08%, um crescimento 11,08 pontos percentuais.
O avanço de mais de 11 pontos percentuais permitiu a Sampaio reduzir a distância para o líder de 33 pontos percentuais no final de agosto para cerca de 12 pontos no levantamento mais recente.
A terceira pesquisa Census foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento de dados foi realizado no período de 8 a 13 de setembro, com 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entrevistados na capital e no interior de Roraima. O nível de confiança é de 95% e margem de erro de 2,5% para mais ou para menos.
Abaixo de 1%
Os demais postulantes ao governo estadual não registraram variações expressivas no período, se mantendo na margem residual da preferência do eleitorado. Rosi Aires (PSOL) oscilou de 1% em 27 de agosto para 0,62% em 17 de setembro. Clébio Genuíno (PCO) saiu de 0% em 27 de agosto para 0,23% em 17 de setembro.
A parcela do eleitorado que declara voto nulo, branco ou intenção de não votar diminuiu de 3% para 0,54% no mesmo período. Já o grupo de indecisos teve uma leve oscilação positiva, passando de 9% na pesquisa Quaest para 10,50% no levantamento recente do Census.